
Muita gente conhece GAMP e seus serviços, mas o que talvez muita gente não conheça são as suas estranhas conexões. Em 2016, na gestão Valmir Mariano, a GAMP assumiu a “gestão” do HGP onde o senhor Wilmondes Sousa Lira era o representante da Organização Social.
A essa altura, a pergunta deve estar no ar: Qual a relação de Parauapebas com o Ronaldinho Gaúcho?
Simples: O mesmo Lira que esteve em Parauapebas foi o mesmo empresário que entregou os documentos paraguaios falsos para Ronaldinho Gaúcho e o irmão, Roberto de Assis (https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2020/03/quem-e-o-misterioso-empresario-que-teria-entregue-documentos-falsos-a-ronaldinho-e-assis-ck7f2zptt01pb01pqqxitc8w8.html)
As relações tóxicas entre essas “gestoras da saúde” e os malfeitos nunca foram novidade, mas parece que as autoridades nunca aprendem. Em frase atribuída a Einstein, “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Pois é…Os políticos de Parauapebas devem possuir sérios problemas psicológicos, pois é a única explicação para a amnésia que os acometem.
No dia 17 de março de 2023 foi publicado em Diário Oficial do Município, em sua página 05, as Organizações Sociais que foram qualificadas para gerenciar o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), em um contrato milionário de 10 milhões mensais (salvo engano, foi majorado para 17 milhões). De 17 Organizações Sociais de Saúde que participaram, apenas 03 conseguiram se qualificar para gerenciar o HGP, deixando para trás grandes Organizações Sociais que já atuam no estado. A ASELC se sagrou vencedora.
Seria uma notícia alvissareira caso a cidade não já tivesse passado por essa experiência antes e, diga-se de passagem, se mostrou desastrosa.
O que as pessoas não sabem (ou fingem não enxergar), é que a terceirização nunca foi uma solução. Sucateamento da mão de obra, péssimos serviços, compra de medicamentos e contratação de serviços cujo único objetivo é economia nos preços (e consequentemente na qualidade) acaba se refletindo na prestação precária dos serviços. A principal bandeira de campanha do atual prefeito era retomar a gestão do HGP. Hoje, parece que se esqueceu do compromisso (mais um).
Só abrir os blogs de notícias da cidade que iremos ver notícias que deixam qualquer cristão de cabelos em pé, com pacientes sem atendimento, pessoas morrendo por falta de cirurgia ou por diagnóstico errado, criança morrendo engasgada com apito e mães que perdem a vida no parto junto com seu bebê, refletindo a ineficiência e a falência deste tipo de gestão.
Para os políticos que acodem aos hospitais particulares em Marabá e Belém, essas mortes são apenas “números” ou “casos isolados”, mas para os familiares que só dispõe do serviço público para se socorrer, significa a perda de vidas e o sofrimento de famílias inteiras.
Pior que o mais surpreendente nem é esse fato. Hoje o HGP que está terceirizado, está um verdadeiro CAOS na infraestrutura, com ar-condicionado inoperante e gerador de energia problemático, causando enormes transtornos para os funcionários e pacientes. Antes da qualificação, todas as empresas visitaram o Hospital e tomaram plena ciência das condições que iriam encontrar. Passados mais de 1 ano, os problemas persistem, com nenhuma mudança à vista. Continuamos vendo pessoas morrendo em filas, gente desmaiando sem atendimento, setores com princípio de incêndio e por ai vai. (https://correiodecarajas.com.br/mais-uma-no-hgp-problema-na-fiacao-causa-principio-de-incendio/)

Além disso tudo, a prestação de contas da ASELC é uma piada de mau-gosto, pois não se encontram em nenhum portal (prefeitura e da própria contratada), apesar de exigência contratual ser clara em relação a isso. A questão que se indaga é: Qual o papel dos fiscais deste contrato?

A questão de mortes de crianças e neonatos era obrigação da ASELC implementar até 31/12/2023, mas as queixas sobre mortes de crianças são frequentes.

A falta da UTI foi matéria de questionamentos por parte dos vereadores (https://parauapebas.pa.leg.br/portal/index.php/noticias-plenario/item/2810-vereadores-recebem-secretario-e-equipe-tecnica-da-secretaria-de-saude-para-tratar-sobre-a-qualidade-dos-atendimentos-prestados-a-populacao-de-parauapebas)

Conhecendo tudo isso, vocês acham realmente que a terceirização é uma solução para a saúde ou estão apenas sucateando e desvalorizando nosso funcionalismo público?

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