
Dentro da boca, a língua do Aurélio Goiano virou uma parte do corpo que ele não consegue mais controlar. Ganhando vida própria, se movimenta mais rápida que o cérebro do dono ao proferir ofensas, trair propostas de campanhas e principalmente de se lembrar de esquecer promessas.
Na campanha, a língua ferina de Aurélio defendia que em seu governo as balas de borrachas estariam reservadas ao MST. Em um movimentação oportunista e cômica, após sua eleição pediu desculpas públicas ao vereador Tito do MST pelas palavras proferidas.
Fugindo do controle, a língua gritava aos quatro ventos que as famosas assessorias da gestão Darci não passavam de cabides de empregos e ao ser eleito, iria extinguir essa aberração. Após estar confortavelmente acomodada na cadeira da chefia do poder executivo municipal, bateu todos os recordes da falta de recato e encaminhou à Câmara Municipal um projeto de urgência na mudança da lei para aumentar de 606 para 1017 assessores.
Esquecendo que a campanha política acabou em outubro, a língua insiste em fazer discursos totalmente dissociados da realidade da cidade, fazendo coro junto com a primeira-dama em um baile de sandices. Com a autoproclamada fama de doido, ataca sindicalistas e a confiança em quem depositou seu voto nele.
O que antes era motivo para gritar contra as perversões do Darci, hoje a língua silencia diante da cruzada de aperfeiçoar os mau-feitos. Assim, olhando os movimentos recentes, fica muito complicado enxergar qual vai ser a próximo embate que a língua terá com a lógica e o bom senso. A certeza que fica é ela tornou-se líder da oposição.

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