SEPULCRO CAIADO

Ninguém deveria cometer o mesmo erro duas vezes, pois a pedagógica possibilidade de cometer equívocos se estreitam na segunda vez. Parece que essa máxima não se aplica ao fundamentalista Aurélio Goiano. Em um discurso vazio na Câmara, soou paradoxal em sua pretensa aversão aos pecados da gestão passada ao fazer pesados libelos à alguns presentes e fingiu não ver os pecados dos seus.

Bem eclética, a platéia estava compostas por algumas ambiguidades.No mesmo ambiente estava a Maquivalda e Joelma Leite, que na gestão passada indicava pessoas para a mesma secretaria e hoje ocupa o cargo de chefe de gabinete.

O vereador Léo Márcio também chama atenção pela sua trajetória política. Fazendo parte da base de apoio de Darci Lermen, relatou o processo de cassação do mesmo Aurélio que hoje anda de mãos dadas.

Está claro cada vez mais que Aurélio resolveu escorar seu governo na forma de concessões espúrias, onde a composição dos que hoje dela fazem parte atualmente passa longe dessa propalada moralidade administrativa. A ferocidade com que coloca o dedo no nariz dos outros contrasta com a mansidão e concórdia com que aceita os mesmos pecados dos participantes de sua gestão. Herlon Soares atual secretário de obras (SEMOB), por exemplo, exibe uma biografia que se aproxima de uma folha corrida. Foi condenado a mais 4 anos de reclusão por fraude em licitações enquanto também era secretário de Obras em São Domingos do Araguaia. Como uma roupa apertada, as regras que são aplicadas aos outros não servem para o Aurélio.

O maior problema de Parauapebas continua sendo a militância inocente que engole todas as presunções que Aurélio tem a seu próprio respeito, incluindo a tese de que é um político que beira a excepcionalidade como paladino da ética e campeão olimpico da moralidade.

Principio basilar de qualquer administração, a harmonia entre os poderes é o que se espera de qualquer gestão e não deve ser confundida com avacalhação.


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