REMÉDIO

A passagem pela Câmara de Vereadores de Parauapebas não propiciou nenhum ensinamento ao Aurélio Goiano e pasmem, fez com que um estranho distúrbio se manifestasse: O surto de amnésia.

O atual prefeito receitou autocrítica aos outros, mas se absteve de fazer a sua própria autoanálise. Talvez nos banheiros de seu gabinete não tenha um espelho, pois caso existisse teria enxergado nele o rosto da culpa que outrora combatia de colete nas ruas.

Se chega facilmente nessa análise observando as incoerências de discursos dos 2 Aurélios: O do ex-vereador que se intitulava “doido” e o atual prefeito “canela seca” que faz exatamente o que a gestão passada fazia. As declarações hoje soam incompletas e sem nenhuma autocrítica.

Como o remédio para amnésia política costuma fazer efeito apenas nas eleições, o Juiz Lauro Fontes mais uma vez gasta tinta para cobrar o óbvio: Nada de nepotismo. Atento, o juiz deu o prazo de 5 dias para que se exonere todos os assessores e comissionados que sejam cônjuges ou parentes de autoridades ou de servidores ocupantes de cargos de chefia ou direção.

Assunto velho, o nepotismo na administração pública foi editada no ano da Graça de nosso Senhor de 2008 (cheirando a naftalina, portanto) através da súmula vinculante n° 13, mas que ainda não colou em certos rincões do Brasil, notadamente ao que parece, em Parauapebas.

A impressão que dá é que a atual gestão vive esticando a corda para ver no que vai dar…Se a boiada passar, beleza. Se não passar, é só recorrer a falta de memória e desdizer o que já se disse.

Só não estavam contando que tem gente de olho na porteira.


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