
Foi anunciado com grande pompa um evento do 35° Encontro da Mulher de Parauapebas e comemoração simultânea dos 25 anos de fundação da Secretaria Municipal da Mulher (SEMMU). Em vídeo postado no perfil da secretária da Mulher, Beatriz Ramos, o evento seria uma espécie de reconstrução do protagonismo feminino na cidade.
Quem apostou que o evento seria um veículo para proporcionar um aumento da representatividade feminina na política de Parauapebas, com a conseqüente ocupação de espaços de poder ao dando voz ativa para as mulheres nas decisões políticas, irá se frustar.
Assim como Nero cantava e tocava lira enquanto Roma pegava fogo, Beatriz Ramos faz a mesmíssima coisa em Parauapebas. Com pautas genéricas e totalmente dissociadas e desconectada da realidade da cidade, a secretária divulga com entusiasmo cantores como Murilo Huff e Mayara e Maraísa, pendurando na conta da prefeitura o custo de mais de R$ 1 Milhão pelo evento. Enquanto isso, a saúde agoniza, com corredores lotados e o cidadão padecendo sem atendimento. É o famoso “pão e circo” moderno.
O protagonismo feminino na cidade só existe quando é motiva por cliques, como a mulher que ficou uma eternidade aguardando atendimento e sentindo dores no HGP. No final, só foi atendida quando o marido fez um vídeo denunciando as péssimas condições da saúde. Ou quando a secretaria de governo (SEGOV) é presenteada para a irmã do prefeito, que tem em suas mãos um orçamento milionário. Se depender da fala do Aurélio, a sua irmã será uma séria candidata a ser a mais nova rica da cidade. Isso que é protagonismo!
À frente da SEMMUR, Beatriz Ramos deixa a desejar naquilo que ela poderia ter relevância e é menos do que deveria ser quando tem o poder de construir pautas que realmente façam a diferença para as mulheres da cidade e nada faz. As mulheres de Parauapebas continuarão sendo mesmas meras espectadoras de sempre, uma espécie de massa de manobra a serviço de um proselitismo político que não se traduzirá em nada de efetivo em suas vidas.

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