CULPA

Só depois de quase 30 dias, Aurélio lançou um ofício intempestivo, onde tenta explicar o inexplicável e imaginando que esclareceria a celeuma causada por sua fala durante a audiência com o Dr. Lauro Fontes. Com sua declaração atabalhoada, Aurélio enfraqueceu a sua base aliada rotulando-a de fisiológica e fortaleceu a magra oposição que encontra atualmente na Câmara. Quem esperava um laivo de sensatez na Câmara se decepcionou. Como se vestissem a carapuça, os vereadores da base aliada contemporizaram e não se deram por achados, menosprezando o rótulo maldito que fora grudado pelo chefe do executivo em suas costas.

Com um aliado desse jeito, quem precisa de inimigos? , deveriam pensar e avaliar os vereadores para salvaguardar a sua dignidade parlamentar. Talvez por ser composta por neófitos em sua grande maioria, a Câmara não avaliou corretamente qual o peso que essa fala trará em seu futuro político. Fora da bolha virtual, é voz corrente na cidade que nada mudou quando se trata de fisiologismo.

Quem lê o ofício do Aurélio, tem se a impressão que a base aliada é formada por parlamentares altruístas, que se reúnem semanalmente apenas para discutir o bem da cidade. Ao se colocar o óculos e ler novamente, rapidamente se vê que o documento é um remendo muito mal feito recheado de inconsistências.

Que parlamentar em sã consciência, iria exigir vagas para o executivo sabendo da situação econômica da cidade? Essas “reinvidicações” de vereadores não fazem sentido se não forem olhadas pela lógica fisiológica. É como se instalassem um dreno nas contas da cidade, para atender seus interesses políticos, mandando às favas as contas da cidade.

Está claro que com esse ofício que Aurélio se eximiu da culpa e colocou um bode malcheiroso no meio da Câmara. Ao riscar o fósforo da desconfiança durante a audiência, botou fogo na reputação da sua base. Acreditando que o ofício serviria como um extintor para salvar a combalida imagem da sua base aliada perante a opinião pública, a água só chegou após a imagem dos vereadores virarem cinzas. Nitidamente se percebe que, na Parauapebas de hoje, como na de ontem, uma mão, em vez de lavar, suja a outra.


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