
A gestão do Aurélio Goiano enfrenta a falta de projeto remoendo o passado. Ao tentar polarizar politicamente um cenário que não possui base na realidade, enxerga no seu retrovisor um futuro que já foi muito melhor e mais nítido do que o que vive hoje. Em recente pesquisa, mostra uma popularidade alta, mas não consegue enxergar que isso é fruto de um voto de protesto. Para quem teve como antecessor uma gestão Darci, é um resultado mais do que o esperado.
Ao governar de costas para a população que o ajudou a sentar na cadeira de prefeito, fala demais sobre o governo anterior, dá lições sobre assuntos que não domina e cala demais quando o assunto é saúde. A sua gestão acha que dispõe de um excesso de cabeças. A submissão a gestão terceirizada na saúde mostra a falta de miolos. Rouca, a oposição não consegue se fazer ouvir dentro de um parlamento que, segundo palavras do próprio prefeito, tem uma base totalmente fisiológica.
O que falta ao atual gestor de Parauapebas é um reposicionamento de seus discursos e uma boa autoanálise. Uma regressão ao seu passado como vereador seria um ótimo começo. Essa revisita ao passado trará em suas memórias os discursos inflamados e as soluções fáceis que hoje Parauapepas necessita. Hoje, só se interessa em ajudar os seus, num compadrio escancarado.
Não é preciso nenhuma bola de cristal para prever os tempos dificeis que se aproximam, muito mais ocasionado pela má gestão do que pela queda de arrecadação. É de se aguardar.

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