O PROMESSEIRO

Não surpreende pelo ineditismo os últimos lances desta novela chamada “nova gestão”, que parece que foi feito para superar a falta de lógica do governo anterior. Com movimentos que beiram a inconseqüência, arrecadação em baixa e uma base aliada vacilante e oportunista, a cidade de Parauapebas vive momentos insólitos. Sem os caititús que segundo a visão do Aurélio, insistiam em devorar as finanças da cidade, hoje vemos secretarias loteadas por figuras inexpressivas e incapazes, formada em grande maioria por demagogos carreiristas, que continuam atacando a cidade de dentro pra fora. Sem os caititús devoradores de dinheiro para colocar a culpa, Aurélio usou e abusou de promessas ao velho estilo “panem et circenses” prometendo shows, buraco zero nas ruas da cidade, saúde impecável e fim da roubalheira.

Como todo mal feito começa com uma explicação, logo no início o prefeito anunciou que não haveria carnaval em Parauapebas por falta de dinheiro. Esquecendo-se de combinar essa versão com a esposa Beatriz, o que se viu foi uma mega produção onde se esbanjou muito dinheiro em comemoração ao Dia da Mulher.

As promessas para o aniversário da cidade seguiu o mesmo script: promessas de grandes artistas em um evento grandioso, mas o que se viu foi de novo a mesma lenga-lenga (ou blá-blá-blá como querem alguns) que não seria realizado nenhuma comemoração por pura falta de dinheiro. Hoje, a administração nem se esforça mais para encobrir suas vergonhas com as mesmas desculpas esfarrapadas, fazendo o pior da melhor maneira possível…

Falta competência para assumir a própria incompetência, e essas promessas vazias inviabiliza qualquer tipo de discurso que se faça. Hoje, o governo não tem aliados, mas companheiros de farra, que segundo ele próprio, só acompanham a agenda de projeto de governo mediante a indicação de cargos, num fisiologismo escancarado.

A oposição, pequena e barulhenta, está capitaneada pela Maquivalda que dia sim e outro também aparece com denúncias. Dentre elas, a contratação de empresa de fornecimento de merenda de origem duvidosa, contratos milionários para a reformas de escolas que vivem suspendendo aula, coleta de lixo a preço de ouro além da contratação de assessores em um claro nepotismo cruzado acabam fornecendo uma matéria prima de primeira qualidade para a oposição.

Zé do Bode acerta ao defender uma oposição responsável. É como se ele dissesse em off que a obrigação de fazer discursos demagógicos movidos a fisiologismo ficou para a base aliada, onde a cidade maravilhosa que pintam só existe na cabeça deles. Cair na tentação e sucumbir ao vale-tudo que virou esse governo é insanidade, e convenhamos, de malucos esse governo está cheio.

Sem cumprir nenhuma de suas promessas, Aurélio vai perdendo pouco a pouco o seu chão e vai caminhando sobre o vazio de idéias, evitando olhar para baixo e reconhecer onde está errando. Ele até pode ter o afago da mídia amiga, mas essa lua de mel pode estar com os dias contados.


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