
Essa semana aconteceu uma novidade alvissarreira na saúde de Parauapebas. Na falta de acomodações dignas, onde acompanhantes dormem no chão na presença de insetos, um sofá foi encaminhado para o hospital municipal de Parauapebas. Se quem acha que essa iniciativa partiu da cabeça do secretário nerd para que a primeira-dama se acomodasse durante a fiscalização e cobrança do atendimento humanitário por parte da ASELC aos pacientes, se engana.
O que se tratou foi um ato de desespero de um filho, que resolveu levar um sofá para que seu pai tivesse o mínimo de conforto enquanto esperava atendimento por falta de mobiliário.
Notíciado em toda a rede estadual, o ato inusitado chamou a atenção. Espetado pela pergunta em uma entrevista, Aurélio Goiano chamou de “idiota” o filho e colocou a culpa na oposição. Na avaliação do prefeito, a crítica só é válida se vier da base aliada, mas quando a crítica vem da oposição, tudop se resume na velha dsculpa de “denegrir a imagem do governo”. Pois bem, se levarmos em conta que as falas do governo Aurélio são verdadeiras, o péssimo atendimento é apenas fruto da maledicência da oposição, que se utiliza de “idiotas” para plantar noticias falsas nas redes. Na Parauapebas do faz de conta, a saúde beira a perfeição de um Sírio Libanês ou Albert Einstein, ambos hospitais de ponta em São Paulo. Quem reclama da saúde são os ingratos patrocinados pela oposição.
Se fossemos dissecar a resposta dada pelo prefeito na entrevista, ele está dizendo com todas as letras que o eleitorado que o elegeu é idiota. O problema é que as idiotices são produzidas diariamente pelo governo e todos estão vendo. Se ele considera seu eleitorado idiota por criticá-lo, ele se acha no direito de bombardea-los com idiotices em vez de apresentar propostas de governo para a cidade. Ao rodopiar em volta de um raciocínio de perseguido político, não respondeu porque a saúde de Parauapebas em seu governo, apesar de 3 meses de transição e 5 meses de governo, continua com a marcha-ré engatada. Alega que é por falta de dinheiro que nada funciona, mas não era ele mesmo que falava aos quatro ventos quando era vereador que o problema da cidade era gestão e não falta de dinheiro?
Aurélio colocou o nariz de palhaço na população ao desqualificar o filho desesperado que levou o sofá para o pai por pura falta de estrutura de atendimento no hospital, a indignação da população com o descaso na saúde e o desinteresse da gestão em resolver uma problemática que se arrasta a bastante tempo e que insiste em orbitar ao seu redor.
O excesso de incompetência parece ter anestesiado a sociedade Parauapebas. Isso é visível ao ver o descaso do eleitor que sempre compara a gestão do Darci com a do Aurélio, como se um erro justificasse outro pior. Chegou a hora de parar de tratar a política como um conto do vigário no qual os idiotas de Parauapebas caem a cada quatro anos e começar a cobrar promessas.

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