
Em um lugar distante, muito longe, encravada no meio de montanhas de ferro e florestas tropicais, existe uma cidade chamada Bridgerton, que de 4 em 4 anos elege um representante para o governo municipal que nada faz pelo bem da cidade. Nas redes sociais dessa cidade, a principal discussão entre os moradores não é a eficiência administrativa dos eleitos, mas sim quem saqueou menos os cofres da cidade na gestão anterior.
Há quem defenda que os moradores da cidade de Bridgerton desenvolveram uma estranha patologia que esvazia seu senso crítico. Outros dizem que a doença se chama “Síndrome de Estocolmo”, onde as vítimas (também chamadas de eleitores ou “babões”) estabelecem uma relação de afeto doentia de quem surrupia os cofres públicos. Na avaliação da atual gestão, antes existia corrupção e corruptores em Bridgerton. Hoje, a cidade avançou de tal maneira que existem indícios claros de corrupção, mas estranhamente não tem corruptos, o que não deixa de ser um feito.
Com uma arrecadação milionária, Bridgerton padece com ruas esburacadas, escolas fechadas e merenda de péssima qualidade. Os representantes do secretariado contam mentiras e espalham promessas nas redes sociais, negociam propina de 30% como condição de pagamento aos fornecedores e tudo se ajeita. Sempre postam vídeos bem higienizados para apresentar uma realidade quase distópica da cidade, chegando a ser aplaudidos pelos babões de estimação.
Chega-se a conclusão que o pesadelo das gestões passadas é melhor do que o despertar da Administração atual, onde uma sequência de fatos inaceitáveis tem como protagonistas as mesmas pessoas ordinárias de sempre, onde só o CPF mudou. O gestor da cidade prometia ser o herói que salvaria a cidade das garras da corrupção. Hoje, o gestor viu que é mais negócio abandonar a donzela e casar-se com o dragão.
Bridgerton não merecia destino tão cruel, mas a esculhambação se instalou de tal forma que reclamar ou exigir o básico como cidadão se torna um exercício desanimador. Talvez o GAECO venha em socorro dos habitantes de Bridgerton.
Qualquer semelhança desta estória com a realidade pode ser (ou não) mera coincidência*

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