MATÉRIA PRIMA

Parauapebas vive um momento singular. Nunca na história da cidade se ouviu tantas baboseiras em tão curto espaço de tempo. Produzidas em níveis industriais, a má-gestão de Aurélio Goiano fabrica factóides e mentiras em um ritmo que se torna difícil acompanhar. Como um parafuso espanado, roda em torno de sua própria ilusão ao continuar fazendo promessas que ficam difíceis de se atarraxar diante da situação financeira do município que ele mesmo ajuda a piorar dia após dia.

Promete ônibus escolares com wi-fi e ar-condicionado para os alunos da rede pública quando não se consegue licitar o básico. O secretário “nerd” embarca nessa ode à ineficiência ao inaugurar um setor de mamografia que já funcionava, com equipamentos antigos e sem registro na ANVISA.

Em pouco mais de 5 meses de governo, vimos contratações de empresas suspeitíssimas em reformas de escolas, inchaço da máquina pública com contratações de cargos comissionados e temporários cujo único critério era o apadrinhamento político, contrato de merenda, asfalto, enfim, uma gama tão grande de escândalos que beira o absurdo. Nem existe mais o benefício da dúvida com tantas ações desastradas deste governo. Quem ainda acredita nas promessas, ou faz papel de bobo ou é mal intencionado. Chegamos ao meio do ano e não há se enxerga uma única providência, por mínima que seja, que tenha sido gestada e posta em prática por esta Administração. Assistimos a uma paralisia geral no governo que é capaz de tudo, e incapaz em sua essência. Para a decepção de muitos eleitores, ainda temos um longo caminho pela frente para se ouvir bobagens.

Egocêntrico e deslumbrado, Aurélio não enxerga que a sua péssima administração é fruto de sua incompetência política e administrativa. Se ele levantar os olhos por um instante e parar de mirar em seu umbigo, perceberá que nem tudo é o mar de rosas que os blogs pagos regiamente com dinheiro público pintam nas redes sociais. O comércio local reclama da queda de faturamento, fruto da falta de incentivo do governo municipal aos empresários da região. O que vemos hoje é um comércio abatido, portas fechadas e pontos a venda, com o desemprego subindo.

Ao retomar as velhas práticas da gestão passada que tanto combateu, Aurélio se alia a um bicho muito parecido com o caititú, que suga verbas públicas numa sanha de R$ 8 milhões por dia. No final, a vítima dessa Administração é o interesse público e as verbas dos contribuintes que somem nos buracos das ruas e nas contratações de empresas forasteiras, em processos sem nenhuma transparência.

Em uma coisa temos que concordar com o Aurélio ao dizer em campanha que iria mudar Parauapebas. Como um enforcado que aperta o próprio nó, Aurélio é um sucesso ao cometer os mesmo erros da Administração passada, deixando tantas pistas pelo caminho para ser flagrado pelo Ministério Público.

Realmente a cidade de Parauapebas está sendo mudada com a produção de tanta matéria-prima por esta gestão para a oposição e o Ministério Público se ocupar. Em breve, muito em breve, Aurélio Goiano verá que as desculpas não colam mais e ele terá que, inevitavelmente se despir da fantasia de vítima da herança maldita da gestão Darci e assumir sua incapacidade administrativa. O rei está ficando nú.


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