
No final do mês passado, a vereadora Maquivalda Barros protocolou junto ao Ministério Público do Estado do Pará, um questionamento sobre a prática de pagamento de fornecedores que não seguiram a ordem cronológica. Com o desprezo peculiar que tem pela justiça, a atual gestão deu de ombros e fez ouvidos moucos ao não responder a demanda dentro do prazo estipulado. É de se desconfiar que possivelmente o exército de advogados contratados pela atual gestão estejam dando “nó em pingo d’água” para explicar o porquê alguns fornecedores foram preteridos de receber enquanto outros já receberam em tão pouco tempo. Como alardeado pelo próprio Aurélio, ele acredita que por dispor de 55 advogados para auxiliá-lo nas questões legais, pode pagar quem bem quiser, inclusive rasgando a Lei.
Não se trata de nenhum capricho esse pedido realizado pela vereadora Maquivalda Barros. A Lei de Licitações e Contratos é de uma clareza solar ao tocar no tema, onde o fornecedor que trabalha e emite nota primeiro, tem a obrigação de receber primeiro. Isso evita favorecimentos à empresas “amigas” ou negociações espúrias. O não cumprimento da ordem de pagamentos pode resultar até em crime de responsabilidade ou improbidade administrativa, ressaltando a seriedade dessa obrigação legal.
É público e notório que empresas forasterias que atualmente trabalham em Parauapebas já drenaram dos cofres da cidades milhões de reais euquanto pequenas empresas aguardam pacientemente o pagamento dos serviços prestados. O que seria apenas mais um escândalo, vai ganhando contornos de zombaria. Zombam do cidadão, da justiça e chega ao ponto de ser relativizada sob as narinas insensíveis das mídias compradas da cidade.
Se o Promotor Alan Pierre Rocha, lotado na 4ª Promotoria de Justiça de Parauapebas resolver seguir a trilha de migalhas de pão deixadas pela atual gestão, o nobre Promotor chegará a inevitável conclusão que a matéria prima da encrenca é feita de 100% Aurélio, e se deparará a um armário repleto de esqueletos que a atual gestão insiste em esconder. É como se fosse um circo de horrorores, onde o cidadão de Parauapebas financia a bilheteria sem querer, enquanto é obrigado a assistir o desenrolar dessa trama dentro de ônibus velhos e quebrados e ruas repletas de buracos. Será um escândalo de proporções históricas.

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